É difícil viver assim, com uma venda. Talvez nos adaptemos. Talvez não. Sei que nesses quase um quarto de vida, supondo cem anos de vida, vivi bem, mas cego, cego pela bondade, pelo altruísmo, pela vontade do bem. E a ingenuidade de confiar nas pessoas. Mas elas são nojentas, mesquinhas, egoístas. Não me excluo disso. Há um grande egoísmo e medo em cada um de nós. Talvez seja o que configura o ser humano. São dias difíceis. Dias de pouca fé. Tento arduamente não perder a esperança, mas ela é um doce veneno, que nos mata pouco a pouco e, o pior, é que gostamos dessa morte lenta. Culpamos Deus, os deuses, ou culpamos tudo aquilo que não entendemos e que não acreditamos de verdade. O medo faz com que as pessoas firam até quem elas mais amam. Não sei se fazemos por mal. Talvez seja só da natureza humana. Sinto-me inútil diante de muitos problemas que de fato não são meus. Diante dos meus, também me sinto assim. Sei que não deveria sentir essas coisas. Eu sei. Mas sinto. Não sei bem explicar, como dizem, deve ser da essência. Tenho muita coisa que a maioria das pessoas luta tanto para ter e não tem. Mas me sinto incompleto. Não falo de bens materiais, esses passam. Falo das conquistas de alma, de amor mesmo. É, o amor, que todo mundo confunde com tanta coisa, com atração física, com coisas metafísicas, com compromisso, com instituições como o namoro, casamento, que apenas servem como alicerce, um alicerce vazio na verdade. Essas instituições apenas nos deixam protegidos da verdade que tememos nos dizer. E tenho pena dessas famílias tradicionais com seus dogmas e lemas e compromissos e responsabilidades. Quem de fato se importa com isso? O quanto isso realmente vale? A vida é bem curta para esse tipo de coisa. Eu realmente me sinto um idiota seguindo os mesmos passos que tanta gente idiota segue. Questiono se mereço isso. Minha vida pode ser melhor, mais bonita, mais viva. Uma vida viva. Quantas pessoas têm isso no mundo? E não queria ter esse monte de pergunta também. Sempre procurei ficar em paz, me manter em paz. As pessoas me julgam por isso às vezes. “Você deveria falar mais”. “Você é muito calado”. “Você é depressivo”. Eu digo: dane-se. O que me adianta falar com quem não escuta? Todos ouvem, mas ninguém realmente escuta. Todo mundo está muito ocupado com nada. Muito ocupado em trair, em se martirizar, em jogar pedra, em cuspir nos outros, em culpar, em difamar, em tentar e parar, em querer mudar o que já foi, em ganhar dinheiro, em nada. Ocupados com nada. Que merda de humanos nós somos, não? Não sabemos abrir mão, pois somos egoístas demais para isso. Não dizemos a verdade sempre, porque tememos perder. Não amamos, porque vivemos coisas ruins um dia. Não abraçamos, porque ele é negro. Não conversamos, porque ele é gay. Não tentamos conhecer, porque é diferente de nós. Diferente como?
Não é a mesma raça burra de humanos vivendo suas medíocres vidas e se importando apenas consigo? Porra, não suporto mais tanta gente cometendo os mesmo erros idiotas de sempre, sempre a mesma coisa, sempre os mesmo pensamentos. Ninguém é nosso dono, ninguém vale nossos sonhos, ninguém merece que esperemos, ninguém brother. A vida é sua. Você pode transformá-la em algo bom. Numa vida viva. Por favor, vamos parar de culpar quem não tem culpa alguma. Ninguém tem culpa. É um monte de coisa inútil isso, de diploma, de status, de formação. Meu avô é mais sábio do que tanta gente formada nas academias do mundo a fora. Pra quê? O que o mundo ganha com isso? O quanto isso é útil? Ninguém se importa mais. E quem se importa é morto ou morre de fome. E existem essas pessoas que não tem o que comer ou beber por dias. E tem esses idiotas que se mostram na mídia ajudando essas pessoas. E tem aqueles idiotas que pagam ingresso para ficar vendo gente sem talento algum nos shows da vida. E tem a televisão que não tem mais nenhum conteúdo e todos ficam ali assistindo e assistindo. E tem essas redes sociais que escravizam a mente dos jovens com um bombardeio de informações desnecessárias de consumismo. E tem essas pessoas que se julgam donas de si e sabem o que querem da vida e como fazer para ter. E tem essa luta de classes inútil, pois não eram para se ter lutas e sim união. Sim, sou ingênuo pra caralho! Mas dane-se. Sou eu e o que sou. Só me deixem em paz, por favor. E essa coisa asquerosa de religião e como ela é feita. Faça-me o favor, né? É ridículo, aquele bando de pessoas buscando um conforto e se julgando donas da verdade. Para o diabo com a verdade de vocês. Não dá para sentir que é tudo bem simples? Hoje não sei explicar como deve ser, talvez nunca o saberei, mas hoje me permito ficar triste por todos que amo e que, assim como eu, não sabem viver direito, mas que querem muito aprender.
Guilherme Amorim
Tirei algumas horas para tentar escrever um pouco sobre mim. Começo falando que não é uma tarefa simples: “Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se conseguires julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio”. Não sou sábio de nada. Mas tenho uma enorme vontade de sempre entender o outro. Minha psicóloga disse que não é bom se colocar no lugar do outro. Não concordo. Talvez ela tenha querido dizer que é ruim viver as dores dos outros, mas tentar entender, não é ruim. Eu sei que se entender já é tarefa difícil demais. Tento fazer os dois. No fim das contas, o que sempre me importou foram as pessoas. A forma como me dedico a elas. O altruísmo é uma coisa boa, mas nem tanto. Eu sei que por isso já me machuquei diversas vezes. Mas insisto. Eu, ainda, não sei ser diferente e, talvez, eu nunca saiba. Não quero fugir do que me configura. Talvez eu seja o errado, mas o erro é meu. Talvez por isso, também, eu me sinto um tanto fora de rumo. Eu quero fazer algo maior da minha vida e existem muitas pessoas que precisam do que sou. Mas não sei como ajudar. Essa busca cansativa sobre quem sou será infinita, mas isso entra em desalinho com o que mais gosto de sentir: paz. Há alguns anos não me sinto em paz, apenas alguns lampejos. Isso não é bom, mas entendo o porquê: trata-se de afirmação. Afirmar-se como homem. Seus princípios, ética, vontades, desejos mais profundos, pessoas, confiança, amor-próprio. E tudo isso é um processo lento. Sempre foi lento para mim. Aprendi algumas coisas de forma difícil. Uma delas foi confiar e, hoje, muitas máscaras caíram. É difícil confiar em alguém, mostrar seu coração, abrir todo ele sem receios, sem salvaguarda. Quem conseguiu me ver realmente da forma que sou, com meus medos, fragilidades, egoísmos, choro e todas as coisas que a gente tenta esconder, mas que por confiar elas vêm à tona, quem conseguiu isso, acredite, eu amo você de verdade. Agora, se me perguntares como estou, digo que tenho vontade e esperança e todo o amor do mundo para as minhas coisas e para os que são meus. Mas, não é paz. Voltarei a senti-la, no tempo da delicadeza, como diria Chico. Lá voltarei a ter paz, por que saberei que nada do que fiz, faço e farei, são coisas inúteis, por saber que tudo teve um sentido, e que em tudo eu fui mais além. Fui aonde muitos não ousaram. Arrisquei tudo às vezes. E voltei atrás tantas outras. Sim, eu tenho vivido. Sinto a vida pulsar. Não são dias difíceis e por diversas vezes monótonos que vão fazer o meu sorriso diminuir, que vão fazer o meu amor acabar, que vão fazer meus sonhos tão meus morrerem, que vão fazer os meus olhos não passarem ingenuidade, que vão fazer o meu coração não pulsar. Porque, tudo passa, tudo muda, aceitar isso é se amar. Aceitar o finito. Aceitar que as coisas têm o tempo certo de ser e assim o são. É fácil? Não mesmo. E tem bem mais. Depois tento novamente escrever sobre mim. É difícil.
Cara, amar é a coisa mais deliciosa que existe. Com todas as complicações, momentos inesquecíveis, todas as coisas, mas, acho que amar é mais que isso ainda. É um sentimento tão nobre que você chega a abrir mão dele para ver o outro melhor, se isso é possível. Amar é se arriscar sempre, é se confundir, é ter ciúmes de um Anonymous. Só que amar, é mais ainda do que isso. Você sente o amor verdadeiro quando você não tem mais medo de perder. Só que, é bem mais do que isso!
Às vezes penso no porquê disso tudo. Essas todas coisas que a gente tem que enfrentar e passar por elas. Penso que deveria ser mais fácil, não? Quando se há amor não se há tudo? Tenho aprendido que não é bem assim que as coisas funcionam. Sinto raiva às vezes por não saber lidar com algumas situações, mas estou indo bem. Sinto isso. Penso às vezes que vida injusta essa que faz com que as pessoas que se amam fiquem separadas. Mas, Rafa sempre me diz que isso serve para que a gente dê mais valor ao que é de verdade. Aos amores de verdade, às amizades de verdade. Mas no fundo a questão não é bem essa. Eu não sei bem ainda sobre o que estou escrevendo aqui. Eu sei que me sinto diferente. Estou com muito medo de ter uma vida normal e rotineira. É esse meu maior medo. Eu não me sinto pequeno. E sinto que o mundo inteiro é minha casa. Hoje entendo bem mais a minha grande vontade de sempre estar me aventurando, de querer tanto viajar sempre para qualquer lugar. Pensei que fosse fuga das responsabilidades, mas não é. Agora entendo bem mais o porquê de alguns filmes mecherem tanto comigo. E entendo também por que eu gosto tanto de cinema. É que eles me levam a outras realidades. Levam-me a lugares onde eu queria estar, conhecer, sentir. Sinto-me preso. Agora entendo porque gosto tanto da música Novos Horizontes do Engenheiros do Hawaii. Ela me traz uma sensação de liberdade. Agora entendo, também, a música Uma Outra Estação da Legião Urbana. Ela me traz essa mesma sensação. Nunca soube ao certo isso. Sinto-me no caminho errado na minha profissão. Sinto uma vontade enorme de mudar tudo. Mas sinto medo. Sempre morri de medo de mudar as coisas. Morro de medo dos meus sentimentos mudarem. Mudar sempre me foi tão complicado. Mas me vejo assim agora: amarrado ao chão por correntes fixadas ao meu corpo e tenho que levantar mesmo que as correntes rasguem minha pele. O que quero da minha vida? A vida é tão breve para a gente perder tempo com ninharias, com coisas pequenas, onde todo mundo perde tempo. Sentimentos egoístas, de posse, de apego, de precisar do outro para ser alguém, ser feliz. Venho aprendendo a duras penas tudo isso. Não quero nunca perder minha paz por alguma coisa que não é minha. Eu não quero isso para mim. Não quero chegar em minha velhice e sentir que não fiz metade das coisas que queria ter feito, por medo de mudar, de quebrar os preceitos e conceitos. Seria muito triste. Em outubro faço 25 anos de idade. E tenho um pouquinho de vergonha por não ter realizado nada de concreto ainda. Não ter terminado nada direito, da forma que tem que ser. Meu espírito é inquieto, apesar da calma que transmito. Eu não entendo muita coisa ainda das que vivo e vivi. E desconfio que será assim sempre. Não entenderei nunca de fato, apenas vou fazer o que meu coração me pede. E, hoje, ele me pede para fazer minhas vontades. Ainda não entendo direito porque tenho que me afastar da mulher que mais amo. Não entendo porque não consigo sair desse emprego que tanto me cansa, que tanto me deixa infeliz. Porque? Eu não preciso! Dinheiro? Eu sempre me virei! Sempre consegui as minhas coisas! Não entendo porque me prendi tanto à UFAL fazendo algo em que não sinto mais felicidade em fazer. Entendo perceber todas essas coisas como um grande passo para mudar as coisas. E assim vou fazê-lo. Ainda não sei bem como. Mas vai acontecer. Sinto isso! Sei da minha capacidade enorme de amar e amo cada um de vocês. Henrique sempre foi uma espécie de irmão mais velho, alguém que sempre que eu posso, dou algum conselho, partindo das coisas que já vivi. E, talvez, por nos parecermos tanto em tantas coisas, sempre foi fácil as coisas entre a gente. Repito o que disse no dia da festa de despedida dele: Hoje, não há muito o que eu não saiba de você e não há muito o que você não saiba de mim. Nunca perca a sua integridade e a sua honestidade, a sua forma incorruptível de ser me é um grande exemplo. Quanto a Helder, desculpa Henrique, mas foi bom você ter viajado: estreitamos nossos laços de uma forma tão bonita. É que antes, eram sempre três, eu, Henrique e Helder e, por conta de algumas coisas, Ataídes não aparecia sempre. E nesses dias todos com Henrique fora, acabou sendo dois, eu e Helder e passamos a nos conhecer mais, nos ajudar mais, nos aconelhar mais e, poxa, você não é só um “cara legal”, você tem uma alma bonita e tem uma qualidade incrível que é a de levar a vida numa boa. Isso é um mega de um exemplo para mim. A forma como você pensa em você primeiro, é fantástico, brow, é um enorme exemplo para mim. Nunca mude isso! Ataídes, é Fofinho, mas nem é só isso. Eu nunca aceitei bem a forma como você se colocava em algumas coisas. Acha um tanto arrogante ou pretencioso, não sei. É uma sensação que eu tinha. Talvez ciúmes mesmo dos outros, não sei ao certo! E isso foi mudando demais, ao passo que você também foi mudando. O jeito que você tem de fazer com que todos a sua volta se sintam bem, a forma como você me apoia e me aconselha, mesmo não sabendo direito o que falar ainda. Sinto pelo pouco contato que a gente tem, mesmo morando na mesma cidade, mas sabemos como funcionam as coisas, sabemos o porquê. E acho incrível o respeito que você por seus pais, a forma como os obedece. É, também, um exemplo grande para mim. Diogo, não sei se essa coisa de ser apaixonado por pessoas, que também o sou. Sei que é uma grande honra ser um amigo tão querido seu. A vontade dos dois de evoluir isso tudo sempre, de estreitar os laços todos, as inumeras horas de conversa sobre a vida, as mulheres, os sonhos e muito mais coisas, fizeram com que gente criasse laços incríveis e fortíssimos. Esses dias quando te bateu aquela saudade das suas coisas daqui do nordeste e que você confiou a mim esse sentimento seu, de medo, de arrependimento, de saudade msmo, tudo isso vem com ela, isso fez com que eu me sentisse incrível. É que, até então, era eu quem sempre o procurava para contar dos meus problemas, que normalmente se resumem a meninas, e ouvir seus conselhos e seu carinho. E isso de te ver frágil, não me leva a mal, mas me fez amar mais você. Aconteceu a mesma coisa com a Izis, quando ela se mostrou frágil para mim. Acredito que seja por colocar vocês ao meu nível, humano. Eu acho incrível como as coisas para você paressem tão simples de serem feitas, acho lindo isso. É um enorme exemplo para mim. Dá vontade de ser mais, sabe? Marcelo, eu fico feliz demais junto de você, brow, você é tão simples em tudo que faz e diz, e sempre age de forma tão honesta com tudo. É um grande simples amigo que eu tenho. A preocupação sincera que você demonstra com os problemas da gente e a vontade que você tem de que tudo fique bem. Eu amo muito você brow. Sua simplicidade de coração é uma coisa que sempre tento colocar na minha vida. Ser simples de coração. Rafael, eu te amo brow! Você me apoia tanto, brow, se preocupa tanto comigo. Em cada sms, cada frase, cada eu te amo, cada conselho, cada risada, piada, cada coisa que você me dá, é tão de coração que eu só tento fazer o mesmo do jeito que sei e sinto. Somos dígrafos, brow! Nunca perca essa facilidade de ouvir e de se preocupar com as pessoas que você ama. Eu me sinto, não sei bem, se um cara de sorte, ou se as coisas deveriam ser assim mesmo, enfim, eu amo cada um de vocês, com cada defeito e com cada qualidade e no que eu sou, tem um pouco de cada um de vocês!
Algumas brincadeiras de algumas pessoas, algumas vezes, deixam-me pensativo por alguns minutos. Não sei se existe verdade no que dizem ou fazem ou demonstram e, existindo, o quanto de verdade existe.
Guilherme Amorim
Parece que o bichinho do desânimo ganha muito mais força quando fazemos algo que não nos deixa feliz. Algo que precisamos, apenas. Ele corrói nossas vontades e nos põe no rosto um ar decepcionado, triste, cabisbaixo. Estou diante de um espelho agora. Vejo alguém assim!
Guilherme Amorim
Um lugar onde cadeiras eram partes de um veículo que se movia a velocidades inimagináveis. Um lugar onde o tapete da sala te levava a lugares incríveis com aventuras incríveis e seres fantásticos. Um lugar onde a questão era quem matara quem em um jogo, e isso ganhava uma dimensão extraordinária na vida de cada um. Um lugar onde peças de plástico ganhavam vida e se vestiam de guerreiros bárbaros, ou templários, ou enormes navios piratas, ou mesmo uma invasão alienígena vinda de Marte com o objetivo de acabar com nosso mísero planeta. Éramos heróis de tudo. E sempre perdíamos nossos melhores amigos em combates épicos. Voávamos. Nadávamos. Dirigíamos. Não havia nada do que não soubéssemos e muito do que sabíamos ninguém jamais saberá ou já soube. Único. Fortalezas impenetráveis eram tão simples de serem vencidas. As maiores gangues dos criminosos mais perigosos não eram páreo para nenhum de nós. Era tudo muito óbvio e de uma precisão incrível. Éramos quatro. Vezes, cinco. Outras mais. Mas sempre fomos. Um lugar que abrigava um tesourou escondido, um tesouro feito de moedas de verdade, que para qualquer outro, não teriam valor algum. Mas para nós, era questão de honra seguir os passos de um mapa, enfrentar as armadilhas, desvendar os enigmas e, com o entardecer, descobrir onde estava enterrado o tesouro. Um lugar onde simples frutas podres, transformavam-se em granadas letais, que extirpavam qualquer membro que fosse afetado. As pedras de construção ou mesmo as seriguelas verdes faziam efeito igual, ou pior. Onde a lama não sujava, curava. Onde quem fosse mais sujo, seria o melhor. Onde dormir cedo não era obrigação, era necessidade, pois os dias sempre eram exaustivos e nos consumiam todas as energias. Onde dormir se resumia a dormir, e não a pensar e dormir e, dormir pouco. Onde arqueiros enfeitavam desfiladeiros gigantes posicionados para o combate. Onde qualquer posição estratégica era medida com muito cuidado. Nenhuma embarcação deveria escapar. Principalmente a que levava a bomba nuclear. Um lugar onde se ter o ultimo biscoito mostrava para os outros sua superioridade. Onde todas as diferenças se resumiam a nada. Um lugar meu. Um lugar nosso. Um sítio.
Quantas pessoas estão passando pelo mesmo pequeno problema que te cerca? E quantas pessoas estão tentando inutilmente buscar a mesma porta de saída que você tanto anseia? Quanto tudo é tão igual? Mensura? Não? Soluções que te poupam de responsabilidades são as mais fáceis de serem executadas e surtem sempre o efeito esperado. Poupam-te da complicada tarefa de se desvencilhar do comodismo que o impregna. Porém, o quanto homem você é? O quanto homem você será se optar pela solução que te protege? Não seria bom ser forte e de verdade ao menos uma vez na vida?
Guilherme Amorim
Bom, tentei pesquisar, pensar, trabalhar. Li, comi. Mesmo assim, não achei algo com que preencher o vazio das linhas por vir. Talvez seja isso mesmo. Vazio. Era sobre saudade. Vazio e saudade. Saudade e vazio. Mudou. O grande Bob disse que: saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos. Ontem estava frio e dormi muito. E nos dias frios parece que o vazio é maior. A saudade aumenta. Então, aconselho bebidas quentes. Dormi muito. Foi bom. Mas ao ver suas tentativas, a saudade veio maior. E, meu Deus, como é bom poder sentir saudade. E, meu Deus, como é ruim sentir saudade. Acho que é isso mesmo! Então, que bom ter do que sentir saudade!
Guilherme Amorim